A 7k vem ganhando popularidade no Brasil. A empresa patrocinou clubes de futebol da elite nacional, é representada pelo Craque Neto e tem uma plataforma completinha.
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Apostas online no Brasil: Plataformas reforçam medidas para prevenir vício em jogos
Desde que a regulamentação das apostas online entrou em vigor no Brasil, em janeiro de 2025, o setor passou a operar dentro de um novo cenário legal. No ano anterior, porém, a prática já fazia parte da rotina de muitos brasileiros: uma pesquisa da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em parceria com o Datafolha, revelou que 15% da população realizou apostas em 2024.
Com a legalização e o crescimento desse mercado, aumentaram também as discussões sobre os riscos do jogo descontrolado e os impactos na saúde mental.
Em resposta a esse cenário, as principais operadoras de apostas vêm reforçando iniciativas ligadas à segurança digital, monitoramento de comportamento e promoção do Jogo Responsável — medidas essenciais para prevenir casos de dependência, também conhecida como ludopatia.
O papel do Jogo Responsável
Um dos principais alertas do setor diz respeito à motivação para apostar. A expectativa de enriquecimento rápido pode ser perigosa, já que resultados esportivos são imprevisíveis.
“As apostas devem ser encaradas apenas como uma forma de entretenimento. Apostar é apenas diversão, não é investimento. Trabalhamos ativamente para manter essa perspectiva", afirma Anderson Nunes, Head de Negócios da Casa de Apostas.
Apoio profissional e programas especializados
Ao perceber sinais de comportamento compulsivo, o apostador deve procurar ajuda profissional o quanto antes. Psicólogos, psiquiatras e redes de apoio, como amigos e familiares, desempenham um papel importante nesse processo. Uma alternativa estruturada é o programa COMPULSAFE, criado pela EBAC (Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo), que oferece suporte psicológico e sessões educativas em ciclos de até oito semanas.
Plataformas como Casa de Apostas, Betsul, HiperBet e o Grupo Ana Gaming (7k, Cassino e Vera) já participam da iniciativa, reforçando o compromisso com o bem-estar dos usuários.
Limites personalizados e ferramentas de controle
Para conter comportamentos de risco, diversas casas de apostas oferecem a possibilidade de configurar limites individuais de tempo, apostas e perdas financeiras. Além disso, há mecanismos internos que monitoram as ações dos jogadores e identificam possíveis padrões compulsivos.
Na Galerabet, por exemplo, os usuários têm acesso direto às ferramentas de Jogo Responsável por meio do menu principal. Com elas, é possível definir limites conforme a rotina do apostador. Essas ferramentas são integradas a sistemas de monitoramento em tempo real que avaliam o comportamento dos usuários e, se necessário, entram em contato para assegurar que as apostas estejam sendo feitas com consciência.
Alerta de riscos e acompanhamento
As operadoras de apostas utilizam sistemas de inteligência para traçar o perfil comportamental dos usuários. Quando identificam sinais de alerta, os jogadores recebem notificações com orientações e podem ter o uso da plataforma restringido.
“A identificação de padrões de comportamento de risco não pode ser deixada para depois e é parte essencial de um mercado saudável”, ressalta João Fraga, CEO da Paag, empresa especializada em tecnologia para o setor de apostas.
Autoexclusão como medida preventiva
Se mesmo após alertas o comportamento de risco persistir, o apostador pode optar pela autoexclusão, interrompendo seu acesso temporária ou definitivamente. Em casos mais sérios, a própria plataforma pode suspender a conta por precaução.
Na Ana Gaming, o sistema bloqueia automaticamente novas apostas caso o usuário ultrapasse os limites previamente definidos. Quando o jogador é considerado em risco elevado, a empresa pode suspender ou restringir completamente o acesso, como parte da política de proteção ao cliente.
Com o crescimento do mercado e a regulamentação em vigor, as plataformas sérias assumem um papel de responsabilidade na prevenção à dependência. O uso de tecnologia, apoio psicológico e limites claros são caminhos fundamentais para que o entretenimento com apostas permaneça saudável e seguro para todos os usuários.
(Foto: Freepik)