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Clubes do Brasil divulgam manifesto contra Projeto de Lei que restringe anúncios de apostas

Clubes do Brasil divulgam manifesto contra Projeto de Lei que restringe anúncios de apostas

Clubes do Brasil divulgam manifesto contra Projeto de Lei que restringe anúncios de apostas

Josias Pereira
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Clubes das Séries A, B, C e D do futebol brasileiros divulgaram um comunicado conjunto expressando preocupação com um projeto de lei apresentado pelo Senador Carlos Portinho em 21 de maio de 2025. A proposta visa impor restrições comerciais aos direitos de publicidade das operadoras de apostas em estádios esportivos, o que, segundo os clubes, funciona como uma proibição de fato. O assunto será debatido nesta quarta-feira 28 pela Comissão de Esporte do Senado.


Se implementado, o projeto de lei resultaria em um prejuízo financeiro anual estimado em R$ 1,6 bilhão para a indústria esportiva brasileira. Espera-se que os clubes menores sejam os mais afetados, pois dependem significativamente da receita de publicidade para sua sobrevivência e engajamento com a comunidade. Os clubes também alertam para complicações legais, com muitos contratos existentes para publicidade em estádios previstos para durar mais três anos ou mais.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Carlos Portinho apontou que os clubes de futebol precisam assumir a responsabilidade social, já que o país vive uma verdadeira epidemia relacionada às bets. O senador ainda ressaltou que a modalidade sempre funcionou por décadas sem o dinheiro das casas de apostas.

"Hoje, se você coloca aqui no Senado um projeto para acabar com as bets, passa. Ninguém aguenta mais. Todos já entenderam o tamanho do problema. Na Câmara, não sei. Mas no Senado, passa”, declarou o parlamentar. 

Uma emenda recente do Senador Romário, apresentada em 23 de maio de 2025, é vista como positiva pelos clubes, pois permite publicidade pré-contratada, alinhando-se aos padrões legais vigentes. A emenda propõe uma cláusula que salvaguarda os acordos firmados, desde que cumpram as regras da concorrência e protejam os direitos de terceiros.

Embora os clubes apoiem medidas para promover o jogo responsável, argumentam que restrições generalizadas não são eficazes. Eles destacam o abandono da proibição rigorosa de anúncios de jogos de azar pela Itália, após a legislação de 2018, como um exemplo da necessidade de uma regulamentação equilibrada.

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