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Crime organizado mira bets: governo intensifica combate à manipulação de resultados

Crime organizado mira bets: governo intensifica combate à manipulação de resultados

Crime organizado mira bets: governo intensifica combate à manipulação de resultados

Josias Pereira
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A manipulação de resultados segue como um dos maiores desafios para a integridade esportiva no Brasil. Segundo o secretário nacional de Apostas Esportivas, Giovanni Rocco, o problema já ultrapassa fronteiras. Em entrevista ao ge, durante o Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, o representante do Ministério da Fazenda confirmou a presença de indícios concretos da atuação do crime organizado no setor.


“Eles pulverizam o número de apostas e apostadores em milhares de casas ao redor do mundo. O volume arrecadado é muito grande”, afirmou Rocco, ao destacar que o esquema é complexo e internacional, usando competições esportivas como ferramenta de lavagem de dinheiro.

A gravidade da situação levou o governo a estabelecer protocolos rígidos de comunicação entre as casas de apostas regulamentadas e a Secretaria de Prêmios e Apostas. Os operadores do setor devem relatar suspeitas de manipulação em até cinco dias — prazo que pode ser reduzido para 48 horas em casos considerados graves.

“Elas têm um prazo de, em alguns casos mais latentes, 48 horas, mas os prazos naturais são de cinco dias para informar ao Ministério da Fazenda, na Secretaria de Prêmios e Apostas, para que a gente dê início às investigações das ocorrências que foram identificadas”, explicou o secretário.

  • De acordo com Rocco, a manipulação de resultados não se restringe mais a jogadores ou árbitros. O esquema se sofisticou e hoje se concentra principalmente em campeonatos menores, onde a vigilância é menor e os atletas estão mais expostos a aliciamentos.

Diante desse cenário, o governo tem apostado em ações educativas voltadas a atletas, federações e comissões técnicas, numa tentativa de coibir novas ocorrências antes que se tornem escândalos.

“São dois caminhos: educar para não precisar punir, e punir de forma pedagógica para também educar. O que não dá é o sentimento de impunidade, isso é uma coisa que frustra muito”, reforçou Rocco.

O secretário também relembrou que anos de ausência de regulamentação abriram espaço para a proliferação de sites ilegais no país. Essa brecha começou a ser fechada com a Lei das Apostas de Quota Fixa, sancionada em dezembro de 2023, que trouxe um marco regulatório para o setor.

Agora, o Brasil participa como ouvinte da Convenção de Macolin, um acordo internacional dedicado ao combate da manipulação de resultados esportivos. O movimento marca um novo momento de integração global no enfrentamento ao crime organizado que tenta se infiltrar no esporte, além de reforçar o compromisso do país em preservar a credibilidade das competições.

(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

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