Defesa de Bruno Henrique desiste de recurso no STJ em caso de manipulação de apostas
A defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, decidiu retirar o recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que buscava suspender a investigação sobre a suposta manipulação de cartão amarelo durante o Campeonato Brasileiro de 2023. A informação foi divulgada pelo ge.
O recurso havia sido protocolado com o objetivo de anular o processo criminal em curso, sob a alegação de que a Justiça do Distrito Federal não teria competência para julgar o caso, que, segundo os advogados, deveria tramitar na esfera federal. Com essa justificativa, a defesa pedia a invalidação de todos os atos praticados até o momento.
Inicialmente, a equipe jurídica do jogador havia solicitado um habeas corpus, que foi negado de forma individual pelo ministro Joel Ilan Paciornik há cerca de um mês. Na sequência, foi interposto um agravo regimental, recurso que leva a decisão ao julgamento coletivo de uma turma do tribunal. O julgamento estava marcado para a próxima terça-feira, mas o pedido foi retirado na tarde da última quinta-feira, sendo homologado pouco depois.
- Na decisão anterior, o ministro Paciornik argumentou que o habeas corpus não seria o instrumento processual adequado para discutir a suposta incompetência da Justiça local.
Entenda o caso Bruno Henrique
Bruno Henrique é acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal de envolvimento em um esquema de apostas esportivas. Segundo as investigações, ele teria informado ao irmão, Wander Nunes Pinto, que levaria um cartão amarelo durante uma partida contra o Santos, realizada em Brasília, em novembro de 2023. Na ocasião, o atacante já acumulava dois cartões e estaria prestes a cumprir suspensão.
A partir dessa informação, familiares e amigos de Wander teriam feito apostas específicas no cartão de Bruno Henrique, movimentando valores considerados atípicos pelas operadoras de apostas, o que levantou suspeitas e motivou a abertura de uma apuração pela Polícia Federal, iniciada em agosto de 2024.
No mês de novembro do mesmo ano, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra o jogador e outros investigados. O material coletado no celular de Wander foi considerado crucial para o indiciamento de nove pessoas em abril de 2025, incluindo o atleta e seu irmão.
Procurada pela imprensa, a defesa de Bruno Henrique não respondeu aos pedidos de entrevista. O jogador, por sua vez, nega qualquer envolvimento com a manipulação de resultados ou favorecimento a apostadores.
(Foto: Flamengo/Divulgação)