A 7k vem ganhando popularidade no Brasil. A empresa patrocinou clubes de futebol da elite nacional, é representada pelo Craque Neto e tem uma plataforma completinha.
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Dia Internacional da Mulher: confira histórias das protagonistas no setor de apostas esportivas
No próximo domingo, 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher, que simboliza a luta pela igualdade de condições entre os gêneros. No mercado, tal busca ainda é constante, principalmente em indústrias cuja presença masculina tem profundas raízes, como no futebol, nos jogos ou apostas.
No mercado de jogos online e apostas de quota-fixa, as mulheres já são a maioria entre o público apostador, representando 51% dos jogadores nas bets, segundo a pesquisa “Mulheres nas Apostas”, realizada pela Associação de Mulheres da Indústria de Gaming (AMIG), em parceria com a KTO. Entretanto, apesar da presença do público feminino entre os apostadores e também do espaço conquistado pelas mulheres na indústria, ainda há melhorias necessárias em prol da igualdade.
É o que dizem algumas das vozes femininas protagonistas do setor de jogos e apostas esportivas. Confira, abaixo, as histórias de algumas delas e exemplos de iniciativas que buscam promover a igualdade na indústria:

Mila Rabelo, CLO da Paag
Na Paag, techfin que atua como meio de pagamentos e que fornece soluções tecnológicas para o mercado de apostas esportivas, a presença de mulheres é destaque, representando atualmente 37% do quadro de colaboradores da Paag. No corpo diretivo, essa proporção é ainda mais significativa: 40% da liderança é composta por mulheres. Entre as principais vozes femininas na empresa, destaca-se a CLO Mila Rabelo. Na Paag, ela foi a responsável por estruturar áreas estratégicas da companhia com uma visão integrada de governança, ao liderar simultaneamente as frentes de jurídico, riscos, compliance, pessoas e estratégia.
“Na área de compliance, um projeto que considero particularmente relevante foi a estruturação de um modelo de Compliance as a Service voltado ao mercado de apostas, no qual conseguimos transformar expertise regulatória e de prevenção à lavagem de dinheiro em um produto. Estruturamos um fluxo de análises investigativas de PLD para operadores de apostas e passamos a entregar relatórios gerenciais que apoiam diretamente a tomada de decisão dos Compliance Officers dessas empresas. Foi uma forma de contribuir não só para o negócio, mas também para a maturidade e integridade do ecossistema regulado”, relembra.
Com a atuação da CLO, a empresa ainda celebrou marcos como a certificação ISO 27001, essencial para uma empresa que opera infraestrutura crítica de pagamentos, e também contou com forte atuação institucional, promovendo debates regulatórios relevantes para o setor, como o evento Bet on Brasil, que reuniu autoridades, reguladores e representantes do mercado para discutir os caminhos da regulação e da profissionalização da indústria no país.
Segundo Rabelo, houve uma evolução importante da presença feminina na indústria nos últimos anos, mas ainda há muitas oportunidades a serem exploradas pelas mulheres na indústria. “iGaming é uma indústria relativamente nova no Brasil e em processo acelerado de institucionalização. Isso exige profissionais capazes de dialogar com reguladores, instituições financeiras, tecnologia e governança corporativa ao mesmo tempo. Nesse contexto, muitas mulheres ainda enfrentam o desafio de afirmar autoridade técnica em ambientes tradicionalmente masculinos, mesmo quando possuem alta qualificação”, pontua.
“Por outro lado, acredito que esse momento de estruturação do mercado também abre uma oportunidade importante: mulheres têm contribuído de forma muito relevante nas áreas de compliance, governança, gestão de riscos e estratégia, que são justamente pilares fundamentais para a consolidação de um setor regulado e sustentável”, complementa.

Beatriz Gimenez Costa, Head de Compliance no projeto Daniel Fortune
Outra das importantes iniciativas no setor iGaming é o projeto Daniel Fortune, voltado para a conscientização do público apostador quando às falsas promessas no setor (em especial por parte de bets clandestinas), esclarecimentos quanto às remotas chances de ganho e o fornecimento de dicas para evitar a compulsividade nas apostas.
Uma das principais mentes por trás da iniciativa é Beatriz Gimenez Costa, Vice-Presidente de Comissão da OAB/SP e Head de Compliance no projeto Daniel Fortune desde abril de 2025. Ela tem atuação como especialista técnica e voz de credibilidade regulatória, oferecendo profundidade e precisão em temas que exigem conhecimento detalhado, fornecendo respaldo técnico e regulatório para garantir o cumprimento de todas as melhores práticas.
“O compliance e o bem-estar dos apostadores são os nossos principais focos no projeto, com o intuito de garantir a saúde do jogador. Hoje, a regulamentação do Governo Federal prevê uma série de tópicos para o operador que nós, como influenciadores, mesmo sem ter essa obrigatoriedade, também seguimos. Contamos com atendimento psicológico ao apostador, em especial a partir de parcerias com o Instituto de Apoio ao Apostador (IAA) e com a Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (EBAC), que contam com iniciativas em torno da prevenção ao vício em bets e acolhimento ao jogador compulsivo”.
Com relação à presença feminina na indústria, Beatriz também identifica avanços nos últimos anos, mas destaca a necessidade de que o panorama siga evoluindo. “Hoje há maior espaço para as mulheres na indústria, mas é algo que ainda precisa melhorar, pois ainda se trata de um ambiente muito masculino. É muito importante que vozes femininas preencham cada esses espaços, pois há muitas mulheres competentes e que merecem cada vez mais estar nessas posições”, finaliza.

Bruna Simões, CEO da Thunder Games
A líder da empresa brasileira de desenvolvimento de jogos e soluções gamificadas, que transforma ideias em experiências interativas, destaca panoramas otimistas com relação à presença feminina no setor. À frente da empresa desde 2021, Bruna conta com mais de oito anos de experiência no ecossistema de startups, internacionalização e desenvolvimento de produtos digitais, especializada na indústria de jogos.
Ela também lidera as parcerias de sua empresa com investidores e corporações, além de conduzir decisões estratégicas em desenvolvimento de produtos, distribuição e crescimento geral dos negócios. Na visão de Bruna, o panorama da presença feminina no mercado é positivo.
“Acho que hoje há uma boa representatividade feminina, tanto que nos eventos que eu vou, tanto fora do Brasil quanto aqui, é notório esse espaço conquistado. De modo geral, eu não me sinto sozinha. E acredito que, hoje, os desafios que temos enquanto mulheres são os mesmos que os dos CEOs de outros estúdios, o que envolve o mercado, contratações, boas ideias e parceiros”, destaca.
Um dos dados que corrobora com a análise é que, as mulheres correspondem por 53,2% dos jogadores no Brasil, segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2025. O segmento, inclusive, representa a principal forma de se divertir para 80,1% dos brasileiros, segundo a PGB de 2025. Além disso, atualmente o país consolida-se como a segunda maior audiência digital de esportes do mundo, totalizando 59 milhões de visitantes únicos somente em setembro de 2025, segundo a Comscore, empresa especializada em avaliação de mídia.
Já o relatório The State of Mobile Gaming 2025 indicou que o Brasil também segue como o terceiro maior mercado do mundo em horas jogadas em dispositivos móveis. Em meio ao cenário de crescimento dos games no país e à experiência neste mercado, Bruna também avalia como a liderança dela pode inspirar outros jovens, após passar por diversas fases do mercado, incluindo a captação de investimentos para a empresa e a construção de relacionamento com bons parceiros e projetos.
“Acho que a minha liderança na Thunder pode contribuir inspirando outras pessoas, tanto meninas quanto meninos, a empreender em jogos. Geralmente eu faço algumas palestras sobre isso. E acho que pode gerar talvez um desejo de entender mais sobre como empreender, como montar um estúdio e como é essa vida”, complementa.
Atualmente, a Thunder Games também trabalha no desenvolvimento de seu próprio jogo, batizado de Wedgetail. Trata-se de um projeto independente com um novo conceito de jogabilidade, que consiste em um hero shooter (subgênero de jogos de tiro que foca em personagens únicos - os "heróis") brasileiro de aviões.
Associação de Mulheres da Indústria de Gaming (AMIG)
Entre as principais iniciativas para fomentar a igualdade de gênero na indústria de bets está a AMIG, que busca valorizar e promover a representatividade e a participação ativa de uma comunidade de mulheres no setor, de modo a tornar a indústria de jogos e apostas um espaço onde as mulheres tenham igualdade de oportunidades, reconhecimento e liderança em todos os níveis. A associação fomenta debates quanto ao protagonismo feminino na indústria, a participação das mulheres, o futuro do mercado brasileiro, entre outros.
Fonte: Assessoria de Comunicação