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Leitura, exercícios físicos e interações: como evitar o jogo problemático nas apostas

Leitura, exercícios físicos e interações: como evitar o jogo problemático nas apostas
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Leitura, exercícios físicos e interações: como evitar o jogo problemático nas apostas

Bruno Pessa
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Tempo de leitura5 min

Com a popularização das apostas esportivas no Brasil, cresce também a preocupação com o uso responsável das plataformas. O jogo problemático é reconhecido por especialistas como um transtorno comportamental, que pode afetar não apenas o controle financeiro, mas também a saúde mental. Por isso, o tema tem sido um dos pontos centrais da regulamentação do setor e também foco de iniciativas de conscientização, entre elas o projeto liderado pelo influenciador Daniel Fortune, um dos principais nomes do jogo responsável no país.

Fortune, que se tornou referência ao tratar de educação e responsabilidade no universo das apostas, explica que as bets não devem ser encaradas como forma de enriquecimento: “É fundamental ter em mente que as chances de perda são maiores que as de ganhos. O ato de apostar não deve ser motivado pelo desejo de enriquecer ou algo do tipo, e por isso é importante frisar que as apostas não são uma forma de investimento. Partindo dessas premissas, caso as apostas sejam realizadas, é fundamental que tenham como único fim o entretenimento, mas que, ao mesmo tempo, essa não seja a única forma de entretenimento da pessoa”, afirma.

A seguir, o influenciador lista cinco práticas essenciais para evitar o jogo problemático, a partir de uma rotina saudável, com distrações fora do ambiente das bets:

1. Investir em leitura

Buscar distrações fora do universo das apostas é fundamental, e a leitura pode ser uma aliada poderosa. Além de reduzir o tempo de exposição às telas, ler ajuda a engajar a mente em outro tipo de estímulo, não o imediatista de recompensa rápida inerente às apostas. Especialistas em dependência comportamental apontam que atividades cognitivas, como a leitura e o estudo, são eficazes para quebrar o ciclo compulsivo e reeducar o cérebro para lidar melhor com a espera e o foco.

“A leitura é uma das formas mais simples de ocupar a mente com algo produtivo. Sempre falo em minhas lives que o apostador precisa se desligar um pouco e aprender outras coisas, seja sobre esporte, comportamento ou qualquer tema que traga crescimento pessoal”, explica Fortune.

De acordo com a GambleAware, entidade britânica dedicada à prevenção do jogo problemático, ocupar-se com novos aprendizados e leituras ajuda a redirecionar o foco mental e a reduzir gatilhos de recaída.

2. Praticar exercícios físicos

Atividades físicas ajudam a controlar a ansiedade e liberam endorfina, hormônio que melhora o humor e reduz o estresse, dois dos principais gatilhos que podem levar o apostador a buscar as bets como escape emocional. “O exercício é uma das ferramentas mais eficazes para manter o equilíbrio. Quando você movimenta o corpo, a cabeça também se organiza melhor. É uma forma saudável de liberar energia e evitar aquela vontade de apostar o tempo todo”, afirma o influenciador.

Estudos indicam que os exercícios estimulam regiões do cérebro diferentes das ativadas pelo comportamento de risco, ajudando a “reiniciar” o sistema de recompensa. Além disso, criar uma rotina de treinos ocupa períodos ociosos, momentos em que o impulso de apostar tende a ser mais forte. Segundo a Gateway Foundation, organização americana de tratamento de dependências, a prática de esportes é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a compulsão em jogos e outras atividades de risco.

3. Cultivar hobbies e novos interesses

Encontrar prazer em outras atividades é essencial para manter o controle. Assistir a filmes e séries, tocar um instrumento, cozinhar ou aprender algo novo são formas de preencher o tempo e afastar o comportamento repetitivo das apostas.
“O jogo problemático se potencializa quando tudo gira em torno das bets. Por isso, ter um hobby é quase uma forma de prevenção. É quando você percebe que também existe diversão e satisfação fora das apostas”, destaca Fortune.

De acordo com a Gambling Harm Foundation, diversificar as fontes de prazer é um dos pilares para evitar recaídas. Hobbies criam novas rotinas, reforçam a autoestima e promovem a sensação de progresso, contrapondo o ciclo de frustração e busca por redenção, comum em comportamentos compulsivos.

4. Fortalecer conexões pessoais

Conversar com amigos, passar mais tempo com a família ou participar de grupos sociais ajuda a criar uma rede de apoio emocional. O isolamento é um dos principais fatores que contribuem para o comportamento compulsivo, já que a pessoa perde referências externas e tende a se afastar de quem poderia oferecer suporte.

“Quando o apostador se fecha, ele perde o senso de realidade. Ter com quem conversar, dividir preocupações e se distrair é essencial. As melhores apostas são aquelas feitas na vida real, com quem te faz bem”, diz Daniel.

Manter laços sociais e conversar sobre as dificuldades é uma das formas mais eficazes de reduzir o impulso por apostas. Relações saudáveis ajudam a reconstruir a confiança e a oferecer distrações positivas que enfraquecem o ciclo do transtorno do jogo patológico.

5. Usar os recursos de jogo responsável

No ambiente online, também há precauções a serem tomadas. As plataformas regulamentadas pelo Governo Federal oferecem ferramentas que permitem definir limites de depósito, pausas temporárias, alertas de tempo de uso e até mesmo a autoexclusão. Esses mecanismos atuam como “travas” de segurança, auxiliando o jogador a manter o controle e a consciência sobre os próprios hábitos.

“Esses recursos estão aí para ajudar, e é importante usá-los. É fundamental que os jogadores também conheçam essas ferramentas, que particularmente acho que são muito menos divulgadas do que deveriam. Estabelecer limites e respeitá-los é sinal de maturidade. Apostar deve ser um lazer, não um compromisso. Saber a hora de parar é o que diferencia o jogador responsável do impulsivo”, completa Fortune.

Pesquisas da Universidade de Bergen (Noruega) mostram que ferramentas como limites de depósito e tempo de jogo reduzem significativamente o risco de comportamento impulsivo entre apostadores frequentes. O estudo reforça que o uso consciente desses recursos é um dos pilares das políticas modernas de jogo responsável.

Jogo responsávelJogue com responsabilidade.
Apostas não são meio de enriquecimento e podem levar à perda de dinheiro. O jogo pode causar dependência: saiba quando parar! Defina seus limites antes de começar.
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Bruno PessaBruno Pessa
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