Estudo do Grupo Globo aponta que Futebol, Pix e celular dominam cenário das apostas em 2025; veja detalhes
Durante o evento “Globo Betting Insights”, realizado na segunda-feira (18), o Grupo Globo apresentou os resultados da pesquisa “Bets 2025: o mercado de apostas esportivas no Brasil”, desenvolvida em parceria com a Offerwise. O estudo ouviu mil brasileiros maiores de 18 anos em maio deste ano — sendo 59% apostadores ativos e 41% não apostadores — e reuniu executivos de mais de 30 empresas do setor, incluindo nomes como Betano, Betfair, bet365, EstrelaBet, Pixbet, Stake, Sportingbet, Esportes da Sorte e Alfabet.
A pesquisa foi dividida em cinco grandes blocos de conteúdo:
- A jornada do apostador brasileiro
- Jogo responsável
- O não apostador
- Marcas e mídia
- A visão da Globo para as marcas
Perfil sociodemográfico e distribuição regional
A maioria dos apostadores está concentrada na região Sudeste (48%), seguida por Nordeste (23%), Sul (18%), Centro-Oeste e Norte (6% cada). Em relação à classe social, 45% pertencem à classe C, enquanto as classes B e D/E representam 27% e 19%, respectivamente. Apenas 9% dos apostadores são da classe A.
Três perfis e motivações para apostar
O levantamento identificou três perfis comportamentais distintos entre os apostadores:
- Moderados (49%)
- Conservadores (45%)
- Engajados (6%)
A principal motivação para apostar continua sendo o entretenimento, citado por 72% dos participantes. Outras razões incluem:
- Complementar a renda: 38%
- Socialização com amigos: 19%
- Acompanhamento de esportes favoritos: 18%
- Teste de conhecimento esportivo: 13%
- Principal fonte de renda: 12%
Percepção das apostas e comportamento financeiro
Quando questionados sobre como veem as apostas esportivas:
- 51% consideram uma forma de diversão
- 19% associam a jogos de azar
- 10% as veem como parte do universo esportivo
- 10% como uma fonte complementar de renda
- 9% como forma de investimento
Quanto ao volume de apostas, houve um crescimento notável entre os heavy users (apostas diárias ou até 5x por semana), que passaram de 22% em 2024 para 32% em 2025. Já os medium users (1 a 3 vezes por semana) caíram de 55% para 51%, e os light users (até 3 vezes por mês ou menos) reduziram de 23% para 17%.
Em termos de investimento mensal:
- 63% apostam até R$100
- 26% entre R$101 e R$500
- 7% entre R$501 e R$1.000
- 4% acima de R$1.000
Tipos de apostas, esportes preferidos e uso da tecnologia
Os formatos de aposta favoritos são:
- Apostas simples: 58%
- Múltiplas: 34%
- Dupla chance: 30%
- Apostas ao vivo: 27%
- Personalizadas: 17%
Celular é o principal dispositivo usado para apostar, e o Pix se destaca como o meio preferido tanto para depósitos (78%) quanto para saques (85%).
No campo esportivo, o futebol masculino domina a preferência (76%), seguido por:
- Futebol feminino: 31%
- Basquete: 23%
- Vôlei: 19%
- Poker: 17%
- MMA: 15%
Os campeonatos mais apostados são:
- Brasileirão (77%)
- Copa do Brasil (61%)
- Libertadores (45%)
- Champions League (40%)
Fatores que influenciam a escolha da casa de apostas
Na hora de escolher uma plataforma para apostar, os fatores mais valorizados são:
- Agilidade no pagamento: 59%
- Variedade de métodos de pagamento: 57%
- Credibilidade da marca: 57%
- Homologação pelo Governo Federal: 51%
Além disso, a publicidade na TV influencia 52% dos apostadores a abrirem uma nova conta.
Crash games, loteria e cassinos online ganham espaço
Além das apostas esportivas, os brasileiros também se envolvem com:
- Loteria Federal (58%)
- Crash games (45%), com destaque para:
- Fortune Tiger / Tigrinho (77%)
- Aviator (46%)
- Gates of Olympus (35%)
No segmento de crash games, 52% são heavy users e 62% jogam à noite, entre 18h e meia-noite. Já os cassinos online atraem 38% dos apostadores, com preferência para:
- Roleta: 64%
- Slots: 61%
- Poker: 55%
Jogo responsável e regulamentação
A pesquisa também abordou o tema jogo responsável, revelando que:
- 78% acreditam ser importante discutir os riscos do vício
- 60% reconhecem o impacto negativo das apostas na saúde financeira
Entre os comportamentos preventivos mais comuns:
- 85% já deixaram de apostar após prejuízos
- 83% tentam limitar a frequência das apostas
- 83% controlam o valor apostado mensalmente
Por outro lado, 61% admitiram já ter apostado para recuperar perdas.
Com a regulamentação oficial das apostas esportivas no Brasil, 79% se sentem mais seguros ao apostar, 76% defendem a permanência apenas de empresas confiáveis no mercado, e 72% relatam estarem mais motivados a apostar agora que a prática é legalizada.
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(Foto: Reprodução)