A Betnacional é patrocinadora de vários clubes brasileiros e ganhou muito espaço entre os apostadores, principalmente os recreativos, já que o depósito mínimo via PIX é de apenas 1 real
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Nova proposta do governo mira casas de apostas ilegais e bancos envolvidos
Em mais um movimento para fechar o cerco às casas de apostas não regulamentadas e ampliar a receita pública, o governo federal enviou ao Congresso Nacional, nesta semana, um novo projeto de lei complementar com dois alvos bem definidos: reduzir os benefícios tributários concedidos a diversos setores econômicos e endurecer a fiscalização sobre apostas ilegais no país.
A proposta, elaborada pelo Ministério da Fazenda e apresentada pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), integra as projeções do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Segundo as estimativas oficiais, a medida pode injetar R$ 19,76 bilhões aos cofres públicos, aliviando parte da pressão sobre o orçamento federal.
Na prática, o projeto propõe um corte de 10% nos benefícios fiscais atualmente em vigor, um movimento que visa reequilibrar a base tributária e redistribuir a carga entre os setores. Mas o ponto mais sensível do texto recai sobre o mercado de apostas esportivas e cassinos online, especialmente os que operam fora das normas da nova regulamentação nacional.
Além de medidas para ampliar a fiscalização, o governo quer responsabilizar diretamente bancos, fintechs e empresas de pagamento que processarem transações para operadores não licenciados no Brasil. Ou seja, quem facilitar o fluxo financeiro de plataformas irregulares poderá ser solidariamente responsável pelo recolhimento dos tributos devidos.
“Ao responsabilizar solidariamente as instituições financeiras e de pagamento que facilitam transações de operadores não autorizados, a proposta cria um mecanismo eficaz para bloquear o fluxo financeiro de atividades ilícitas e garantir o recolhimento dos tributos devidos”, diz o texto do projeto.
O foco da proposta é claro: enfraquecer a estrutura que mantém as apostas ilegais operando livremente no Brasil, muitas vezes sem qualquer contrapartida fiscal ou controle regulatório. Um problema que vai além da arrecadação, uma vez que envolve riscos ao consumidor, lavagem de dinheiro e concorrência desleal com operadores licenciados.
Segundo o Ministério da Fazenda, o novo projeto também prevê sanções para pessoas físicas e jurídicas que atuarem na divulgação de plataformas não autorizadas, incluindo influenciadores e veículos de mídia que promovam esses sites. É mais um passo para restringir o alcance publicitário das operadoras ilegais, que até então se beneficiavam da ausência de uma legislação mais dura.
Vale lembrar que, apenas no primeiro semestre de 2025, a tributação sobre as casas de apostas regularizadas já rendeu cerca de R$ 1,5 bilhão ao governo federal. Um número expressivo, que reforça a importância da regulamentação do setor e explica o esforço da União em estancar a sangria causada pela atuação de operadores não licenciados.
Com a nova proposta, o recado do governo é direto: quem quiser operar no Brasil, precisará jogar dentro das regras e pagar o preço por isso.