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Opinião sobre o Mercado regulado - balanço de 2025 e expectativa para 2026
Primeiro ano da regulamentação consolidou medidas para segurança dos apostadores; expectativa é por mercado mais ordenado em 2026
Por João Fraga, CEO da Paag, techfin especializada em soluções tecnológicas para o setor iGaming
O primeiro ano da regulamentação das apostas no Brasil mostrou que o mercado não ficou apenas mais estruturado, ele se tornou mais consciente. Desde que a agenda regulatória entrou em vigor, em janeiro de 2025, surgiram novas prioridades para a indústria: segurança, prevenção à fraude, proteção ao jogador e a construção de um ambiente sustentável para quem aposta. É um movimento que demonstra maturidade e evidencia que o foco do setor vai muito além da expansão econômica.
O crescimento, aliás, é significativo. A indústria já reúne mais de 10 mil empregos diretos, R$ 460 milhões em massa salarial anual e um efeito multiplicador de R$ 3,74 para cada R$ 1 investido. Em paralelo, a demanda por mecanismos que tornem a experiência do jogador mais segura e responsável avançou na mesma velocidade e esse alinhamento entre expansão e responsabilidade talvez seja um dos principais marcos da regulamentação.
As regras estabelecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), somadas à evolução dos processos de compliance e aos novos padrões impostos às empresas, deixaram claro que proteger o jogador é uma prioridade central. Entre janeiro e setembro deste ano, as bets regulamentadas movimentaram mais de R$ 30 bilhões em arrecadação federal, enquanto 25 milhões de brasileiros apostaram de forma ativa. Esse volume reforça a importância de políticas de proteção robustas e evidencia a necessidade de um ecossistema seguro.
Nesse sentido, o lançamento da plataforma nacional de autoexclusão pelos Ministérios da Fazenda e da Saúde foi um avanço decisivo. A ferramenta impede o acesso do usuário às plataformas por períodos determinados ou indeterminados e bloqueia o recebimento de publicidade, ampliando o controle do próprio jogador sobre seus hábitos e aproximando o Brasil das melhores práticas internacionais.
Esse esforço se soma ao que as próprias operadoras vêm implementando: monitoramento de comportamento, limites de depósito, travas voluntárias, autoexclusão e alertas para padrões de risco. Na Paag, esse processo é apoiado pelo Paag Shield, plataforma de gestão de riscos e compliance 360°, desenhada para entregar segurança, automação e inteligência ao longo de toda a jornada do usuário. Dentro do Shield, o módulo de Jogo Responsável auxilia as casas de apostas na análise de risco do jogador, permitindo identificar comportamentos sensíveis e atuar de forma preventiva. Trata-se de um movimento conjunto para que governo, empresas e entidades do setor fortaleçam a cultura de jogo responsável no país. Se antes a principal preocupação era atrair usuários, agora a prioridade é garantir que eles estejam em um ambiente seguro, legal e livre de riscos.
Na Paag, acompanhamos de perto essa transformação. A regulamentação elevou os padrões de integridade e fez com que soluções de prevenção à fraude, verificação de identidade, monitoramento transacional e análise comportamental se tornassem indispensáveis para qualquer operação séria no país. Dentro do Paag Shield, o módulo de PLD/FT permite o monitoramento contínuo e a análise de alertas gerados a partir de regras de comportamento suspeito em plataformas de apostas, auxiliando na mitigação de riscos financeiros e no combate à lavagem de dinheiro. O sistema também gera relatórios estruturados que podem ser enviados diretamente ao COAF, garantindo aderência às exigências regulatórias e maior eficiência nos processos de compliance das operadoras.
Ainda assim, o mercado ilegal permanece como um desafio urgente. Estimativas indicam que quase 40% da indústria opera na irregularidade, gerando uma perda anual de R$ 10,8 bilhões ao país e expondo milhões de usuários a riscos significativos. Os números são alarmantes: 61% dos apostadores afirmam ter utilizado plataformas ilegais em 2025; 78% dizem ter dificuldade para distinguir sites legais dos irregulares; e 73% acessaram pelo menos uma plataforma clandestina mapeada no ano. Esses ambientes, além de operarem à margem da lei, não oferecem qualquer camada de proteção: não há limites, monitoramento, rastreabilidade ou garantia de pagamento dos prêmios.
É justamente nesse ponto que a tecnologia se torna indispensável. A regulamentação acelerou a profissionalização do setor e obrigou as empresas a adotarem mecanismos de segurança mais sofisticados. O papel das soluções tecnológicas é garantir que o jogador seja observado e protegido, não para restringir seu entretenimento, mas para assegurar que ele aconteça de forma saudável, sustentável e transparente.
Essa visão orienta tudo o que fazemos. Nossas soluções foram desenvolvidas para mitigar riscos, fortalecer processos de compliance e aprimorar o jogo responsável. O Paag Shield integra, em uma única plataforma, monitoramento comportamental, gestão de riscos, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro, oferecendo às operadoras uma visão completa da jornada do usuário. Com apoio de tecnologia e inteligência de dados, o sistema identifica riscos, gera alertas e assegura que toda a experiência, do cadastro ao saque, ocorra de forma fluida, segura e em total conformidade com as exigências regulatórias.
O primeiro ano da regulamentação deixou claro que proteger o jogador não é tendência: é um compromisso irreversível. E, se o Brasil já desponta como um dos maiores mercados regulados do mundo, é porque está construindo um ecossistema no qual integridade e responsabilidade caminham lado a lado com inovação e crescimento. O passo seguinte é evidente: consolidar um ambiente onde tecnologia, transparência e responsabilidade não sejam exceções, mas pilares definitivos do setor.