Rio não concederá alvará para locais com máquinas de apostas, diz prefeito Eduardo Paes
A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu que não irá liberar alvarás para bares ou outros estabelecimentos comerciais que optarem por instalar máquinas de jogos eletrônicos. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) por meio de suas redes sociais. A medida contraria diretamente o decreto estadual publicado nesta semana pelo governador Cláudio Castro (PL) no Diário Oficial do Estado.
O decreto estadual autoriza o funcionamento de Video Lottery Terminals (VLTs), totens e terminais de apostas em diversos locais do Rio de Janeiro, sob supervisão da Loterj. Esses VLTs são máquinas físicas utilizadas para apostas e lembram as antigas máquinas caça-níqueis.
Em um vídeo divulgado na plataforma X, Eduardo Paes criticou a decisão do governo estadual. Ele classificou a iniciativa como “equivocada” e ressaltou que a legalização desse tipo de atividade exige responsabilidade e atenção, sobretudo pelos riscos associados ao vício e aos impactos sociais.
Nas palavras do prefeito: “Na cidade do Rio, nenhum estabelecimento terá alvará se instalar maquininhas de jogos”. Segundo ele, a prefeitura publicará um decreto municipal oficializando essa proibição nesta sexta-feira, dia 22.
Sobre o funcionamento dos equipamentos autorizados pelo Estado, a Loterj informou que os dispositivos não se enquadram na categoria de caça-níqueis. De acordo com o órgão, os equipamentos seguirão regras específicas de operação e estarão sujeitos à regulamentação e fiscalização diretas da Loterj.
Entre as características técnicas previstas para essas máquinas estão as seguintes:
- As transações serão realizadas exclusivamente por meio de Pix, vinculadas ao CPF ou passaporte do usuário
- O controle será feito em tempo real, com monitoramento centralizado
- Será exigida autenticação biométrica, restrita a pessoas maiores de 18 anos
- Cada sequência premiada será emitida uma única vez
Além disso, as empresas interessadas em operar esse tipo de serviço deverão pagar uma outorga no valor de R$ 5 milhões válida por cinco anos, além de repassar 5% da receita gerada ao Estado. A expectativa é que o sistema comece a funcionar em 2025.
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)