Taxação de bets e bilionários: senador Cleitinho Azevedo apresenta emenda “BBB”; entenda
A saída da MP do IOF da pauta da Câmara gerou um rombo estimado em R$ 35 bilhões nos cofres da União e acendeu o alerta sobre a necessidade de compensações fiscais. Em meio à controvérsia, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou que levará ao Senado uma emenda de taxação de “BBB”, que incidiria sobre bets, bancos e bilionários, buscando equilibrar a arrecadação e fortalecer a justiça fiscal.
“Tinha essa medida provisória na Câmara, e com um mistério que até agora eu não consegui entender, o relator da medida provisória retirou do texto a taxação das bets, que era a mais importante que tinha que ser taxada, e ainda incluiu outros impostos. O que aconteceu? A medida provisória foi derrubada”, criticou Cleitinho em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (12/10).
O parlamentar explicou que a medida é necessária principalmente com a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil prestes a ser votada no Senado.
“As taxações seriam essenciais para criar um equilíbrio nas contas públicas e gerar compensações financeiras”, destacou.
Em sua fala, Cleitinho defendeu que a taxação das bets deveria ser superior a 50% e reforçou críticas aos bancos, destacando a urgência de medidas estruturadas de arrecadação.
A retirada da MP do IOF ocorreu por 251 votos contra 193, às vésperas de seu vencimento na Câmara. Poucos dias depois, o líder da bancada do PT na Casa, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), apresentou um projeto de lei para aumentar impostos das casas de apostas on-line, propondo elevar a alíquota de 12% para 24%, mostrando que o tema segue em destaque e sob pressão política.
Com a emenda de “BBB”, Cleitinho e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pretendem retomar o debate sobre equilíbrio fiscal, justiça tributária e regulação das apostas no país, enquanto o Senado se prepara para votar medidas que impactam milhões de contribuintes.
(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)