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Vício em apostas atinge 80 milhões de pessoas no mundo, destaca revista científica

Vício em apostas atinge 80 milhões de pessoas no mundo, destaca revista científica

Vício em apostas atinge 80 milhões de pessoas no mundo, destaca revista científica

Josias Pereira
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A The Lancet,  uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, publicou um artigo onde alerta para o crescente risco à saúde pública mundial, proveniente de apostas esportivas e jogos online. De acordo com a publicação, atualmente, no mundo, 450 milhões de pessoas realizam apostas, sendo que, 80 milhões delas apresentam algum tipo de distúrbio relacionado à prática, como o vício em jogos.

A pesquisa foi desenvolvida por uma equipe de especialistas em saúde pública da The Lancet e chegou à conclusão de que cerca de 46,2 % dos adultos do planeta e 17,9 % dos adolescentes no mundo, realizaram algum tipo de aposta em 2023. Ainda, o levantamento estima que 9 % dos adultos e 16 % dos adolescentes que realizam apostas esportivas online possuem dependência ou vício na prática.

Este índice é ainda maior nas práticas de acessos a cassinos e caça-níquel online. Segundo a revista, 16 % das pessoas que acessam cassinos online possuem problemas com jogos, enquanto 26 % dos que jogam caça-níqueis apresentam dependência ou vício.

A pesquisa também alerta sobre as características associadas aos perigos do vício em jogos, como a alta frequência de eventos onde se pode realizar apostas, incluindo as realizadas em jogos ao vivo. com múltiplas.

Além disso, o artigo alerta sobre as características sensoriais da publicidade no setor, como estímulos visuais e auditivos, assim como as recompensa e ofertas das operadoras, como bônus e taxa de retorno ao jogador. Ainda, a revista destaca que perdas disfarçadas de vitórias, por exemplo, ganhar de volta um valor menor do que a aposta original, também podem potencializar o vício em apostas.

O artigo também aponta que as apostas deveriam ser encaradas como uma questão de saúde pública, e que os governos deveriam priorizar seu controle, ao invés de esperar arrecadações fiscais. Ainda, a revista aponta que a regulamentação dos jogos, em todos países, é um caminho para reduzir a população exposta ao problema, com regulação de marketing, publicidade e patrocínios; além do oferecimento de apoio as vítimas do vício.

O artigo completo sobre saúde pública pode ser acessado neste link (em inglês). 

(Foto: fauxels/Pexels)

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